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Itinerário nos Países Baixos (Holanda) e na Bélgica

1 dia

Este itinerário de carro, que começa a partir da bela cidade francesa de Estrasburgo nos levará em 7 dias a visitar os Países Baixos e uma parte da Bélgica.

Chegamos a Estrasburgo. Ficamos no Campanile Hotel Lingolsheim que está localizado fora da cidade, porque para nós era apenas uma paragem ao longo do caminho. Para aqueles, que desejam visitar a cidade, o que é definitivamente a recomendar o pernoite é aconselhável numa área mais central. Estrasburgo é uma cidade interessante e bonita. Para aqueles, que querem caminhar ao longo duma rota semelhante à nossa, se tiver um pouco mais de tempo, recomendo uma paragem pelo menos de duas noites para passar pelo menos um dia inteiro para visitar a cidade.

2 dia

Estrasburgo – Maastricht – Gouda 680 km

Partimos de Estrasburgo em torno das 8 da manhã e atravessamos a cidade de Luxemburgo*, que é cheia de bancos e grandes edifícios antigos com muitos parques verdes. Depois duma pausa curta retomamos o nosso caminho e entramos na Bélgica, que apresenta-se aos nossos olhos com uma paisagem muito verde com colinas baixas cheias de trigo. São as Ardenas. Vamos seguir em frente para Liège na Bélgica e logo depois da fronteira com os Países Baixos paramos em Maastricht, a cidade mais antiga dos Países Baixos, com as belas fachadas de casas senhoriais e igrejas interessantes como a Basílica de Onze Lieve Vrouwebasiliek, que remonta ao ano 1000 e a Basílica românica de St. Servaas.  Maastricht é uma cidade muito agradável: os canais, as pessoas andando de bicicleta, as casas com as suas características tipicas, destacando-se claramente do resto da cidade.

* Pode ser interessante tomar uma rota alternativa através da Alemanha, ignorando o Luxemburgo, para visitar a antiga cidade de Tréveris, onde existem importantes ruínas importanres romanas como a famosa Porta Nigra. Entre outras coisas para ver há a praça do mercado com seus prédios históricos, a Catedral de São Pedro, a Igreja gótica de Nossa Senhora, a Aula Palatina, o castelo da cidade (Kurfürstliches Palais), os banhos imperiais e a casa de nascimento de Carlos Marx.

Às 16h30 chegamos ao nosso destino de hoje a pequena cidade de Gouda, que vamos usar como base para a nossa visita aos Países Baixos, ficamos no  Campanile Hotel& Restaurant Gouda localizado perto da auto-estrada. Vamos ficar neste hotel para as próximas 4 noites. Gouda é realmente uma cidade linda e parece que estamos por um momento em Veneza. Há casas ladeadas por canais e muitas flores e as ruas são pavimentadas de bom gosto com tijolos vermelhos num padrão de espinha de peixe. Há muitas lojas e o lugar mais interessante é a praça com a câmara municipal de 1600 e a catedral ernorme. Às 19 horas ouvimos o som duma caixa de música da Câmara Municipal. Acho que o relógio da cidade bate a cada hora.

Oude Kerk, Amesterdão, Países Baixos. Autor Amsterdam Municipal Department for the Preservation and Restoration of Historic Buildings and Sites (bMA). Licensed under the Creative Commons Attribution

Oude Kerk, Amesterdão, Países Baixos. Autor Amsterdam Municipal Department for the Preservation and Restoration of Historic Buildings and Sites (bMA)

3 dia

Gouda – Amesterdão – Leida – Gouda 140 km

Depois do pequeno-almoço no hotel partimos para Amesterdão, que é distante de 70 km.

Essa cidade é incrivelmente bela. Suas principais características são os canais, as pontes, as casas de diferentes formas e cores. Amesterdão é cheia de lojas de roupa e desouvenirs. Nota negativa: Algumas ruas não são limpas e existem algumas personagens estranhas.

Visitamos a cidade histórica e o Museu Naval (Scheepvaart Rijksmuseum, Amesterdão), que exibe modelos de navios, uma cópia de um veleiro do século XVIII, a descrição duma viagem interessante, que ilustra a ascensão da potência marítima neerlandesa, que atingiu o seu pico entre nos séculos XVII e XVIII, quando as empresas de comércio neerlandesas controlavam o tráfego de mercadorias e das especiarias do mundo inteiro e Amesterdão foi o porto mais importante do mundo.

Recomendação: Um mínimo de três dias para visitar a cidade e seus museus interessantes: o Rijksmuseum, a Casa de Anne Frank, o Rijksmuseum Vincent van Gogh, o Museu Het Rembrandthuis, o Rijksmuseum Scheepvarrt, o Tropenmuseum etc. Aos meados dum dia dedicado a Amesterdão queria priorizar a visita das cidades mais pequenas. Passamos para Leida (Leiden), que está localizada a 40 km.

Leida é uma cidade bonita com uma universidade famosa, a mais antiga dos Países Baixos, fundada em 1575. A parte antiga da cidade é muito pitoresca e impecável ​​com canais, pontes, casas e estradas pavimentadas muito agradáveis. Outros pontos de interesse são a Câmara Municipal (Stadhuis), o Hooglandsche Kerk, o Marekerk, o Gemeenslandshuis van Rynland, a Casa do Peso (Waag) e a Cidadela. Leida é o local de nascimento de Rembrandt.

4 dia

Esta manhã começamos às 8:30 horas. Como fim da primeira etapa paramos a Marken, uma aldeia com casas coloridas típicas de verde, preto, marrom e branco e com jardins de flores. Há também um pequeno porto e lojas para turistas, onde são mostrados os interiores de casas neerlandesas do passado. Marken é conhecido por seus pitorescos costumes nererlandeses, que seus habitantes usam ainda hoje.

Após a visita de Marken nosso próximo destino é a cidade de Hoorn, que é o nome do lendário Cabo Horno. A impressão, que temos da nossa breve visita a Hoorn é que esta vila é pelo menos uma localidade pacífica. Existem mercados e a gente está indo e vindo na rua principal. Não é um tão mau lugar, mas a confusão, que temos encontrado não nos fez desfrutar plenamente a sua beleza.

A aldeia mais interessante, que visitamos hoje é Enkhuizen. Visitamos todo o passeio havendo um monte de verde e as ruas são todas pavimentadas e há várias canais. Todos estes localidades pequenas são muito semelhantes um ao outro. Interessante foi a visita, que fizemos ao Museu Cultural Naval de Enkhuizen (Zuiderzeemuseum).

Saímos para cruzar a grande barragem Afsluitdijk, que dum lado mostra o Mar do Norte e do outro o Zuiderzee. O Afsluitdijk foi construído entre 1927 e 1933. A barragem é de 32 km de comprimento, 90 m de largura e atinge uma altura de 7,25 m acima do nível do mar. Ele liga a província da Holanda do Norte com a província da Frísia e é atravessado por uma estrada. O Afsluitdijk são as obras hidráulicas mais importantes do projeto Zuiderzee, que separou a Zuiderzee do Mar do Norte, transformando-a num lago de água doce (Ijsselmeer), permitindo arrancar as águas para constituir o aterro, que hoje é a província de Flevoland.

Depois duma paragem no dique andamos em torno de todo o Ijsselmeer e entramos no Flevoland, onde paramos em Lelystad, uma cidade recém-construída, onde fica o Bataviawerf – Nationaal Scheephistorisch Centrum, que é o centro para a reconstrução e preservação dos antigos navios da Companhia das Índias Orientais. No caminho temos assistido à passagem de navios num canal. Esta passagem tem bloqueado a rodovia, onde estávamos viajando por 20 minutos, porque uma parte da estrada foi levantada para permitir a passagem de navios. Voltamos para Gouda às 18 horas.

Nieuwe Kerk, Delft, Países Baixos (Holanda). Autor Taks. No Copyright

Nieuwe Kerk, Delft, Países Baixos (Holanda). Autor Taks

5 dia

Gouda – Den Haag (Haia) – Delft – Dordrecht – Gouda 160 km

Hoje visitamos Haia, onde estacionamos no centro, porque era domingo e a cidade ficava deserta. Haia é a sede do governo dos Países Baixos, é a terceira maior cidade dos Países Baixos e desde 1831 é também a residência da casa real neerlandesa.

A cidade está cheia de avenidas e parques arborizados, especialmente na área central. É muito impressionante o Vredespaleis (Palácio da Paz) com o seu parque. O Binnenhof é o coração político e administrativo dos Países Baixos e desde 1446 tem sido a sede dos Estados Gerais (Staten-Generaal), quer dizer o Parlamento neerlandês. Vale a pena de visitar o majestoso Ridderzaal, um salão da cavalaria. Na Haia existem interessantes museus interessantes, incluindo o Museu Real de Pintura ou Mauritshuis, que abriga uma rica coleção de obras da Idade de Ouro neerlandesa, incluindo pinturas de Rembrandt, Vermeer, Frans Hals, Jan Steen e muitos outros. Aqui estão as pinturas famosas como “Rapariga com Brinco de Pérola” e “Vista de Delft” de Vermeer e “A Lição de Anatomia do Dr. Tulp” de Rembrandt.

Da Haia para Delft é quase uma caminhada de 16 km. Na minha opinião Delft é a mais bela cidade neerlandesa, que vimos durante a nossa viagem, mesmo aqui há muitos canais e pontos de interesse turístico e é o berço do famoso pintor Jan Vermeer. Muito bonita é a praça central com a torre gigantesca de sino da Nieuwe Kerk (Igreja Nova, uma basílica gótica do século XIV com o túmulo de Willem de Orange, que infelizmente não podemos visitar, porque no domingo é proibido para os turistas visitar a igreja e por outro lado o Stadhuis (Câmara Municipal, obra do século XVII no estilo renascentista por Hendrick de Keyser.

Outros monumentos de interesse da cidade são: a Oude Kerk (Igreja Velha do século XIII com a sua torre inclinada e os túmulos de P. Heyn, M. Tromp, A van Leeuwenhoek e J. Vermeer), o Oostindisch Huis, um palácio de 1631, que foi a sede da Companhia das Índias Orientais, a lendária VOC. Uma visita a Delft é uma explosão do passado: a caminhada ao longo dos pitorescos canais, palácios do século XVII, as igrejas imponentes, pátios tranquilos e ruas estreitas. Os museus da cidade são muitos e visitamos o Museu Prinsenhof, onde em algumas salas são introduzidas a história dos Orange, quando Delft era a sua residência. O Museu Etnológico Nusantara tem uma bastante grande coleção de máscaras e objetos indonésios, quer dizer das antigasas Índias Orientais Neerlandesas. A cidade é conhecida mundialmente por sua famosa porcelana e interessante é o Museu de cerâmica e porcelana de Delft (Museu Lambert van Meerten), situado numa antiga casa neerlandesa com móveis e tapetes antigos e pisos de madeira. Finalmente visitamos o Legermuseum (Museu das Foprcas Armadas Neerlandesas), um enorme complexo, que apresenta a história de guerra nos Países Baixos desde os romanos até os dias atuais.

Depois de várias horas passadas passeando em Delft decidemos ir em busca de moinhos de vento na área de Dordrecht, mas não podemos encontrá-los. Em seguida voltamos para visitar Dordrecht, onde admiramos a Grote Kerk com a sua torre sineira, que nunca foi concluída.

Bruges, Bélgica. Author Elke Wetzig. Licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike

Bruges, Bélgica. Author Elke Wetzig

6 dia

Gouda – Middelburg – Bruges (Brugge) – Bruxelas 280 km

Hoje uma fase de transferência, que não era desinteressante. Deixamos a cidade de Gouda e depois de alguns quilómetros passamos por Roterdão com seus edifícios modernos e com o seu porto enorme: o Europoort, com 9.000 cais para ancorar!

Em nossa jornada de hoje atravessamos a Zeelândia com suas represas e finalmente a sua capital Middelburg, uma cidade muito antiga e muito importante durante a Idade de Ouro neerlandesa no século XVII, que preserva edifícios antigos do período de florescimento, incluindo a Câmara Municipal (Stadhuis) e a abadia do século XII, que está localizada no centro da cidade.

Continuamos para Vlissingen ficando nas proximidades, onde um ferry rápido (travessia de 15 minutos) atravessa a Westerschelde e em seguida depois de alguns quilómetros de estrada atravessamos a fronteira com a Bélgica. O nosso próximo destino é Brugge, o que irá provar ser a mais bonita das cidades visitadas na Bélgica e nos Países Baixos. O que chama a atenção quando chegam em Brugge, a Veneza do norte, são as belas casas tradicionais, coloridas com belos jardins. Muito bonito é o quadrado central (Markt) com belos edifícios antigos. Há também um belo canal, o Minewater.  Entre os edifícios importantes há a Câmara Municipal, a Igreja de Nossa Senhora com a mais alta torre de sino de alvenaria em toda a Europa. Dentro da igreja há uma obra-prima de Nossa Senhora por Michelangelo, originalmente esculpida para a Catedral de Siena, que foi trazida para Brugge por comerciantes flamengos durante uma visita à Itália em 1506. Vale a pena visitar a Catedral de Sint- Salvator e há também um Museu do Chocolate.

Visitamos um dos edifícios da praça central, onde vemos o salão gótico. Recomendo para aqueles, que têm tempo para ficar um mínimo de duas noites nesta bela cidade, que desde 2000 foi incluída na lista do Património Mundial pela UNESCO. Nós, no entanto, deixamos para a próxima cidade: Bruxelas, onde estamos hospedado no Hotel NH Atlanta um grande hotel numa localização central a 500 metros da Grand’ Place (Grote Markt) e por um preço modesto. Vamos ficar neste hotel para as próximas 2 noites.

Casas da Grand-Place de Bruxelas, Bélgica. Author Ben2. Licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike

Casas da Grand-Place de Bruxelas, Bélgica. Author Ben2

7 dia

Bruxelas – Leuven (Lovaina) – Bruxelas 50 km

Este dia dedicamos a Bruxelas, onde vemos uma das praças mais bonitas da Europa, a Grand’ Place (Grote Markt), que é dominada por edifícios interessantes do final do século XVII. Esta praça é um patrimônio da humanidade da UNESCO. Nesta praça vemos o Hotel de Ville (Câmara Municipal) e a Maison du Roi (Casa do Rei). Então caminhamos para a galeria de St. Hubert e visitamos a catedral gótica de Santos Michel e Gudule. Existem outros lugares interessantes como a Place Royale, o Palais Royal e o Palais de la Nation. Característico é então o chamado monumento Atomium, construído em 1958 para a Exposição Universal e Internacional e o bairro europeu, lar das autoridades da União Europeia.

Na parte da tarde, decidimos visitar a vizinha (20 km) cidade de Lovaina/Leuven, uma pequena cidade, lar duma antiga universidade com muitos edifícios interessantes, uma bela e estranha Câmara Municipal, belas igrejas e mosteiros, a bela praça do Mercado Velho e a Praça do Grande Mercado. Visitamos também o Museu van der Kelen-Mertens, um interessante museu com móveis, porcelana e pinturas. Ao voltar para Bruxelas, uma coisa curiosa acontece, vem uma banda com um vagão, puxando uma árvore (aparentemente o pau de sebo), então vamos ficar para assistir as manobras para levantar a árvore, que depois de algumas tentativas é içada. Então segundo o som das pessoas da música, vestidas com os trajes locais, começam a dançar ao redor da árvore. Com este episódio característico termina o nosso dia. Gostamos muito a cidade de Lovaina/Leuven.

Continuamos o Itinerário para Paris —->>>

Texto português corrigido por Dietrich Köster.

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