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Potala, Lhasa, Tibete, China. Autor Coolmanjackey. Licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike
Potala, Lhasa, Tibete, China. Autor Coolmanjackey

China Ocidental: montanhas e planaltos desérticos

Uma grande parte do território da China Ocidental é montanhosa e nesta parte do país levantam-se algumas das mais altas cadeias de montanhas do mundo como o Himalaia, Tian Shan, Kunlun Shan, Karakorum, Pamir e Altai, bem como o extenso planalto do Tibete.

O noroeste do país consiste de vastas áreas de deserto e semi-deserto como a Zungaria (Junggar Pendi), fechada entre as serras do Altai para o norte com 4.000 metros de altura e as montanhas de Tian Shan para o sul, que sobem até 7.439 metros no monte Jengish Chokusu (Pik Pobedy), que encontra-se ao longo da fronteira com o Quirguistão na cadeia de Kokshal-Tau.

Para o leste das montanhas do Tian Shan ao longo da fronteira com a Mongólia estende-se o famoso deserto de Gobi. Mais a sul ao longo da cadeia de Tian Shan encontramos perto da cidade de Urumqi a maior depressão do país, que é o Turfan com 154 m debaixo do nível do mar, e em seguida encontram-se a bacia de Tarim e o deserto mais seco da Ásia: o Taklimakan com 270.000 km².

Ao sul o deserto de Taklimakan é fechado pelas montanhas impressionantes do Kunlun Shan, que estendem-se de oeste a leste por mais de 3.000 km e em diferentes pontos estas montanhas ultrapassam 7.000 metros de altura. No extremo oeste da China ao longo da fronteira com o Tajiquistão e o Afeganistão o Kunlun Shan reúne-se com a cordilheira do Pamir. No território da China há os picos de Kongur Tagh com 7.649 m e Muztagh Ata com 7.546 metros.

Monte Everest, Nepal-China. Autor Pavel Novak. Licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike

Monte Everest, Nepal-China. Autor Pavel Novak

Para o sul da grande cadeia de Kunlun Shan fica o vasto planalto do Tibete com 2.500.000 km², que tem uma altitude entre 4.500 e 4.900 metros. O planalto é atravessado por inúmeras cadeias de montanhas e fechado em direção ao sul pelo Himalaia e ao norte pelos Kunlun Shan e Qilian Shan e a oeste pelo Pamir e pelo Karakorum.

No planalto do Tibete encontram-se as fontes dos grandes rios do sudeste da Ásia e da península indiana como o Chang Jiang, o Huang He, o Indus, o Ganges, o Brahmaputra, o Salween e o Mekong.

Para o oeste do Tibete sobem os picos da cordilheira do Karakorum, enquanto a sul estende-se o Himalaia. São esses dois as maiores cadeias de montanhas do planeta. Dentro das fronteiras da China há nove das catorze montanhas do planeta, que excedem 8.000 metros. Entre estas fica ao longo da fronteira com o Nepal a mais alta montanha da Terra: O Monte Everest com 8.848 metros (Himalaia, Nepal/China).

Os outros picos das montanhas da China, que excedem 8.000 metros são: O K2 (a segunda montanha mais alta do mundo, Karakorum, China/Paquistão, 8.611 m), omLhotse (a quarta montanha do planeta, Himalaia, Nepal/China, 8.516 metros), o Makalu (a quinta montanha mais alta do planeta, Himalaia, Nepal/China, 8.485 metros), o Cho Oyu (a sexta montanha mais alta do planeta, Himalaia, Nepal/China 8.201 metros), o Gasherbrum I (K5, a décima primeira montanha mais alta do planeta, Karakoram, China/Paquistão, 8.080 metros), o Faichan Kangri (K3, Broad Peak, a décima segunda montanha mais alta do planeta, Karakorum, China/Paquistão, 8.047 metros), o Gasherbrum II (K4, a décima terceira montanha mais alta do planeta, Karakoram, China/Paquistão, 8.035 metros), e o Shishapangma (a décima quarta montanha mais alta do planeta, Himalaia, China, 8.013 metros).

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Texto português corrigido por Dietrich Köster.

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