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Arco de Trajano, Timgad, Argélia. Autor Yoce. Licence Art Libre
Arco de Trajano, Timgad, Argélia. Autor Yoce

Argélia atrações turísticas: que ver na Argélia

A Argélia é um belo país extenso e um dos mais interessantes países mediterrânicos ribeirinhos, dignos de ser visitado. A capital Argel tem um interessante centro histórico e alguns bons museus. Oran, a segunda cidade do país mantém muitos traços do domínio espanhol. A região da Cabília é uma das mais pitorescas do país com paisagens formadas por morros, cânions, florestas e olivais. No norte da Argélia ficam as fascinantes ruínas de cidades romanas como Timgad, Djémila, Lambese, Tiddis, Tipasa, Cesaréia (Cherchell) e Tébessa. Entre as belezas naturais do norte da Argélia vale a pena de mencionar o desfiladeiro El Kantara, chamado “a porta do deserto”, e os oásis de Biskra e El Oued.

Para o sul da costa e das montanhas encontra-se o deserto do Saara com dunas de areia do Grande Erg Oriental, onde há destinos interessantes como a cidade de Ghardaia com suas paisagens e o vale vizinho de Mzab com seus 5 cidades fortificadas (ksours), construídas no século X por Ibadites. Mais ao sul encontram-se as jóias do deserto como o oásis de Djanet e o Tassili N’Ajjer com suas montanhas e formações rochosas bizarras e suas inscrições rupestres fascinantes.

A UNESCO tem 7 sítios argelinos na Lista do Património Mundial: Al Qal’a de Beni Hammad (1980), Djémila (1982), o vale do Mzab (1982), o Tassili N’Ajjer (1982), Timgad (1982), Tipasa (1982), e a Kasbah de Argel (1992).

Al Qal’a de Beni Hammad são os restos duma bela fortaleza muçulmana, localizada num cenário montanhoso. Era a sede do governo dos emires Hammadid entre o século X e o século XI. A cidade está situada num local montanhoso de beleza extraordinária.

Mausoléu real, Sidi Rached, Argélia. Autor Yelles. Licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike

Mausoléu real, Sidi Rached, Argélia. Autor Yelles

Timgad, localizada nas montanhas Aurès, é uma cidade romana, construída sob Trajano em torno de 100 d.C. Timgad é um exemplo excelente de planejamento militar romano.

Djémila ou Cuicul é uma das melhores cidades romanas da Argélia. Está localizada a 900 metros de altura e conserva muitas construções da época imperial. A cidade é um exemplo interessante de cidade romana adaptada a uma zona de montanha. As ruínas da cidade tem ainda seu fórum, templos, basílicas, arcos triunfais e casas.

O vale Mzab é o lar de cinco cidades fortificadas (ksours) construídas no século X pelos Ibadites. As cidades são caracterizadas por uma arquitectura funcional e perfeitamente adaptada ao seu ambiente. Estas soluções arquitectónicas são uma fonte de inspiração para o desenho urbano de hoje.

Tassili N’Ajjer é o mais famoso sítio pré-histórico na Argélia. Há milhares de pinturas rupestres e gravuras, que são obras dos habitantes do Sahara dos últimos milênios. Estes petroglifos descrevem as mudanças climáticas, que alteraram o Sahara nos últimos milênios. Lá vai ver cenas de migração animal e da evolução da vida humana. A Tassili N’Ajjer é caracterizada por uma paisagem lunar fascinante de grande interesse geológico.

Tipasa é uma cidade fundada pelos cartagineses ao longo da costa de Argélia. A cidade tornou-se importante para a conquista romana da área. Tipasa transformou-se numa base estratégica para a conquista romana dos reinos da Mauritânia. As ruínas da cidade foram formadas a partir dos restos do período fenício, romano, bizantino e do início da era cristã, mas há também monumentos indígenas como os Kbor er Roumi e o grande mausoléu real da Mauritânia.

A Kasbah de Argel é uma cidadela árabe e um exemplo do urbanismo islâmico. Dentro há fortalezas, mesquitas e palácios de estilo otomano. A Kasbah está localizada numa das melhores zonas costeiras do Mediterrâneo com vista para as ilhas, onde os cartagineses no século IV a.C. tinham estabelecido um posto de troca. Há os restos da cidadela, antigas mesquitas e palácios de estilo otomano bem como os restos duma estrutura urbana tradicional associada ao senso de comunidade.

Texto português corrigido por Dietrich Köster.

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